Domingo, 4 de Janeiro de 2009


Foram - e são - meus erros, estou certo disso. O frio que sinto não é frio, é falta de calor, é solidão. Erros são cinza e tudo agora é cinza. Tanto o céu quanto o sangue. O fogo que mora em meu coração se apaga, e só restam suas cinzas.



...E um vazio. Mas como se uma fênix, das cinzas nasce meu amor. Belos olhos azuis denunciam estrelas num céu que agora é azul novamente. Ilusões indo e vindo... Estou caindo. Maldito amor platônico de romance, malditos erros que me distanciam do meu diamante.

Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Ciclo Vicioso




Me apeguei demais à você. A chuva está caindo, e sei que você me chama. Sempre fomos ligados à chuva. Aprendi a amar por sua causa e aprendi a amar a chuva por sua causa. E minhas pernas tremem por sua causa. Já as minhas e as suas cicatrizes existem por erros inteiros meus. Dizem que o mundo gira, mas quando giro com você, sinto que somos nós que giramos o mundo. Girar o mundo! Meu objetido de vida... e o seu. Me chame de louco, mas louco mesmo é quem considera errado se apaixonar por "objetos". Não é um ciclo vicioso, é um ciclismo viciante.

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Dreamcatcher


É tudo o que eu queria ser. Ter não. Ter é posse, e só o que penso em possuir agora é teu corpo. Teu corpo de indiferença. Teus olhos, que fizeram toda a diferença. Mente poluída, te quero inteira possuída. Corpo fruto de uma noite mal dormida, obra por inteira possessa. Me apaixonei por um sonho. "(X) Errado"? Me processa.

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Mar de tristeza


Pequenas gotículas de tristeza condensada brotam como já não o faziam há anos. Pobres coitadas: despertaram de um sono profundo para evaporar e serem progressivamente esquecidas. Quanta ignorância injetada nessas pequenas gotinhas! Nunca as contaram que não mudarão nada ao aparecerem, nunca as contaram que existe um exército delas de proporções avassaladoras. Nunca as contaram que gigantes ondas salgadas são formadas a cada segundo, sem fatigar, e tampouco, sem funcionar. O desespero do oceano escorre por aquilo que um dia enxergou o mar como sendo algo belo. Finalmente compreendeu por que gosta tanto desse infinito azul... só o mar entende sua infelicidade.

IninsPiração


Não sabe sobre o que escrever. Mas o papel pede para ser riscado, o cérebro para ser usado. Não sabe sobre o que escrever. Escreve sobre o ato de escrever -coisa de quem não o sabe fazer-. Metalinguagem é linguagem sem meta. Invento então a metametalinguagem. Uma metalinguagem com maquilagem. Não, eu não sei sobre o que escrever. E nem sei escrever.

Viagem


Está decidido: vou viajar. Já não sinto mais paixão pela minha nação. Esta não é minha Terra. Cansei das palmeiras e seus sabiás, das pessoas e seus blá blá blás. Cansei de política e corrupção, de cupido trapalhão, cidadão sem opinião. -Cansei até de escr

Brincando de viver


...Me peguei apaixonado. Como num jogo de pega-pega, pegou: morreu.